José Adalberto Maschio, também conhecido como Zé Ganchão, dividiu com alunos e professores suas experiências como jornalista

 

A crise no modelo do mercado jornalístico atual foi o tema norteador da fala do professor do curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Londria (UEL) e militante sindicalista, José Adalberto Maschio. A palestra foi realizada na manhã desta quarta-feira (17), terceiro dia da XXV Semana de Estudos em Comunicação.

 

Utilizando como referência suas experiências pessoais como repórter, o jornalista exaltou a necessidade de repensar formas de apurar no jornalismo, a imprescindível ética no exercício da profissão, o contexto contemporâneo do campo e os novos tipos de publicações que colocam em cheque os veículos tradicionais.

 

“A diferença dessa crise atual é que as ferramentas são diferentes. Hoje não é preciso de redações para fazer jornalismo. Isso aumenta a disputa por espaço e também a necessidade de se fazer bom jornalismo. Por isso, eu acredito que não se pode fazer impresso competir com TV e TV competir com internet”, analisa.

 

O professor também destacou alternativas para a inovação no jornalismo contemporâneo: “hoje nós temos iniciativas muito boas no Brasil, como a Pública e o Marco Zero, que são produções financiadas de forma coletiva. Financiamento público é uma alternativa, mas também acredito que é preciso pensar políticas de comunicação pública no país”, defende.

 

Para a aluna do primeiro ano da graduação, Débora Chacarski, a discussão foi interativa e valiosa. “A palestra foi muito importante para um melhor entendimento dos acadêmicos em relação à apuração e publicação de reportagens. O debate fluiu bem e reafirmamos nossa importância como estudantes e jornalistas. Um sopro de ânimo para seguirmos o nosso sonho”, afirma.

 

Durante a tarde, José Adalberto ofereceu aos estudantes uma oficina de apuração jornalística.

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