O palestrante fez um breve levantamento histórico da influência negativa da imprensa em situações de crises

Jornalismo UEPG recebe a ilustre presença do escritor da USP que já publicou 45 livros

O segundo dia de palestras da XXV Semana da Comunicação do curso de Jornalismo teve a presença de Ciro Marcondes Filho, renomado pesquisador e professor da Universidade de São Paulo (USP). No seu extenso currículo, entre outros livros sobre Jornalismo, destacam-se: “Comunicação e jornalismo: a saga dos cães perdidos" e “Ser jornalista: a língua como bárbarie e a notícia como mercadoria”.

Durante a palestra, com o tema "Legitimidade editorial do Jornalismo brasileiro", Ciro procurou ressaltar a modificação do jornalismo com o surgimento das tecnologias e especialmente das redes sociais que, segundo ele, deram novos rumos ao fazer jornalistíco. A tecnologia fez com que os jornalistas tivessem que se adaptar rapidamente à agilidade desse sistema e à rápida decomposição do texto.

Também discutiu o papel que a imprensa teve na Guerra. Para o professor, “a atuação da imprensa não é tão inocente, e ela possui também um papel preocupante em situações de crise”.

Em situações como essa, Ciro enfatiza o lado emocional pelo qual a imprensa costuma agir e as consequências que essa ação pode trazer ao jornalismo. Segundo ele, a emoção promovida pela imprensa pode acabar tirando a autonomia de pensamento daquele que consome a notícia.

Para a estudante do terceiro ano de jornalismo, Mirna Bazzi, a palestra foi esclarecedora em termos de prática jornalística.

“Ciro defende a ideia do jornalismo visto como um ‘cão’ que fareja até descobrir o que procura; e não o jornalismo meramente reprodutor e supostamente objetivo do modelo americano - o que, com certeza, influencia minhas convicções em relação à profissão”, afirma.

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