A XXIII Semana de Estudos em Comunicação iniciou seu segundo dia, na quinta-feira, 9, com o tema “Lei de Acesso à Informação e Fontes Jornalísticas”. A palestra foi ministrada pelo presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) Celso Augusto Schröder. O diálogo ocorreu no grande auditório do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e contou com a presença de alunos e professores do curso de Jornalismo.

“Liberdade de comunicação social significa que nós estamos propostos a falar em nome de todos”, afirmou Schröder. O palestrante discutiu a necessidade de interpretar o direito de fala e principalmente da digitalização dos meios de comunicação em um contexto de privatização das tecnologias. “A tecnologia impõe coisas fantásticas, boas e ruins, se sou jornalista sou obrigado a falar por todos e o fim do diploma é um avanço criminoso sobre o ato que garante a liberdade de expressão”.

De acordo com Schröder, a TV digital é o pior modelo que poderíamos ter no Brasil e expõe a comunicação como negócio. “Esse mundo de dados enlouquecidos que a digitalização nos trouxe desinforma mais do que informa,  trazendo a necessidade de mediadores”, enfatizou em relação a democratização  da informação. Schröder também discursou sobre a criação de uma lei que garanta essa democratização.

No fim do diálogo, o palestrante esclareceu dúvidas e falou sobre o monopólio midiático e a televisão como a reprodução de vontades privadas: “Discutir digitalização não é discutir TV Digital, isso é só a ponta do iceberg”. 

“A palestra nos ajudou a entender que precisamos dar o controle da informação aos profissionais, pois os jornalistas são os mediadores oficiais da informação”, relatou o estudante Felipe Deliberaes. A Secom seguiu com a  Rádio Resistência no pátio da UEPG e com oficinas culturais no período da tarde.  

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