Primeiro dia do evento terminou com a reivindicação de autonomia local e maior participação do cidadão

A cobertura, em tempo real, da 6ª Conferência Municipal da Cidade teve início, ontem, com a participação da equipe de reportagem do Portal Periódico. As regras previstas no regulamento local foram alvo do debate. Dois pontos polêmicos são o critério excludente de escolha dos delegados e a autonomia local em relação ao regulamento estadual e nacional.

Ao final do debate, o professor João Stefaniak comentou a polêmica gerada em relação à eleição dos delegados. Para o também advogado e membro da Ordem dos Advogados do Brasil no Conselho da Cidade, a conferência “deve ser muito mais ampla, com a participação do cidadão, mais do que de entidades”.

Stefaniak criticou a organização priorizando o critério da segmentação. “Eu vejo que há uma preocupação da comissão organizadora de seguir o regulamento nacional e estadual. Mas infelizmente esse regulamento cerceia a participação da população”, destacou o professor João Stefaniak.

Neste sábado, dia 25, serão eleitos 42 delegados para representar o município na etapa estadual da Conferência das Cidades. Para a candidatura à função de delegado, é preciso, de acordo com o regulamento municipal do evento, "ter atuação fim na área de desenvolvimento urbano".

As áreas que são consideradas relacionadas ao desenvolvimento urbano são Planejamento Territorial, Gestão Urbana, Habitação, Regularização Fundiária, Saneamento Ambiental, Transporte, Mobilidade e Acessibilidade.

A distribuição dos delegados será feita por segmento da sociedade: 12 do poder executivo, 6 do poder legislativo, 11 dos movimentos sociais, 4 empresários, 4 trabalhadores, 2 de ONGs e 3 de entidades acadêmicas.

A distribuição por segmento gerou insatisfação entre participantes do primeiro dia da Conferência da Cidade. A integrante da Central de Movimentos Populares, Márcia Rodrigues, diz que sua entidade participa da Conferência das Cidades para tentar fazer “os espaços mais democráticos e acessíveis a todos, a todas as classes sociais”.

 

Falta de planejamento e decisão equivocada de investimento tornam a cidade inacessível?

O arquiteto Alexandre Pedrozo, responsável pela palestra de abertura da Conferência da Cidade, destacou que a mobilidade e a habitação são dois entraves ao desenvolvimento urbano. Para o especialista, há uma tendência atual de se deslocar, para regiões cada vez mais distantes, os loteamentos urbanos.

O palestrante destacou ainda que algumas decisões da gestão pública relativas à construção de novas unidades habitacionais podem tornar a cidade mais cara. Para Alexandre, não há entraves do ponto de vista físico, geográfico e geológico para a engenharia, mas o problema é que o loteamento pode sair muito mais caro. “O custo disso pode tornar o loteamento inacessível para a população de algumas faixas de renda. Talvez isso seja o maior problema.”.

Em entrevista à equipe de reportagem do Portal Periódico, o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, afirmou: “Em relação à mobilidade urbana, nós temos dificuldade, pois a cidade não é uma cidade planejada”.

Questionado sobre o levantamento realizado pelo Portal Periódico sobre o cumprimento de menos de 30% das 10 principais metas previstas em sua plataforma de governo, o prefeito contrapôs a informação, alegando que a atual gestão já cumpriu 90% das promessas.

Rangel reconhece, no entanto, que há “muita coisa ainda que precisa ser feita”, destacando ainda que “ainda há muitas pessoas em situação de risco”.

 

Veja o levantamento realizado pelo Portal Periódico sobre a plataforma de governo do prefeito Marcelo Rangel.

Prefeito cumpre menos de 30% das metas de campanha

Acesse o link: http://periodico.jor.br/index.php/politicas-publicas/174-administracao-da-cidade/258-prefeito-cumpre-menos-de-30-das-metas-de-campanha)

Debate sobre o destino e planejamento da cidade é fundamental para o jornalismo

A cobertura da Conferência da Cidade é o foco da Semana de Redação Integrada. A atividade vem sendo realizada desde a última terça-feira, dia 21, por estudantes e professores do Departamento de Jornalismo (Dejor) da UEPG. O objetivo é a produção de reportagens ligadas aos sete eixos norteadores da conferência.

A escolha do tema de cobertura da semana de atividade integrada, a Conferência da Cidade, se deve ao fato de esse evento reunir representantes de diversos segmentos da sociedade ponta-grossense. O objetivo do evento é debater questões ligadas à cidade a fim de elencar demandas para o desenvolvimento região de Ponta Grossa.

O professor do Departamento de Jornalismo da UEPG, Rafael Schoenherr, destaca a importância da participação de alunos de jornalismo na cobertura da Conferência Municipal das Cidades.

“É um espaço institucional que debate os temas sobre moradia, sobre direito à cidade, sobre os usos da cidade, do solo, dos espaços de lazer, das questões ambientais, onde a população pode participar do debate”, ressalta.

 

CONFIRA ALGUMAS REPORTAGENS PREPARADAS PELA EQUIPE DO PORTAL PERIÓDICO:

João Stefaniak abre atividades da Redação Integrada discutindo problemas de habitação

Acesse o link: http://periodico.jor.br/index.php/politicas-publicas/256-joao-stefaniak-abre-atividades-da-redacao-integrada-discutindo-problemas-de-habitacao

Até quando Ponta Grossa seguirá sem plano de saneamento básico?

Acesse o link: http://periodico.jor.br/index.php/politicas-publicas/252-ate-quando-ponta-grossa-seguira-sem-plano-de-saneamento-basico

 

FIQUE POR DENTRO DA PROGRAMAÇÃO DA 6ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DA CIDADE

 

SÁBADO, DIA 25:

13h30 às 16h – Votação das propostas

16h às 16h15 – Intervalo para lanche

16h15h às 16h30 – Moções

16h30 às 17h – Votação e homologação de delegados para a etapa estadual

17h às 17h15 – Encerramento

Os acadêmicos e professores do curso de Jornalismo da UEPG realizam, até o próximo sábado, a cobertura da 6ª Conferência Municipal da Cidade. O conteúdo, repercutindo os eixos temáticos do evento, circulará através do Portal Periódico. Pela segunda vez, o DeJor realiza a atividade integrada utilizando a plataforma online.

A cobertura da conferência é a segunda experiência do curso de jornalismo da UEPG que busca implantar, a partir do Portal, o conceito de redação integrada, reunindo alunos de todos os períodos do curso. Como a conferência é dividida em diversos setores, os participantes foram organizados em grupos para cobrir, através de conteúdos multimídia, cada eixo do evento.
“A conferência está organizada em sete eixos temáticos. Portanto, formamos sete grupos, cada um conta com presença de alunos e também de professores”, explica a coordenadora da atividade, a professora Maria Lúcia Becker.
Os temas da conferência são meio ambiente, infraestrutura e equipamentos públicos, mobilidade e acessibilidade, habitação e direito à cidade, expansão urbana, patrimônio, cultura e turismo e gestão e administração da cidade.
Aspectos transversais também serão tratados como a função social da propriedade, a gestão integrada do desenvolvimento urbano, rural e ambiental e, por fim, a relação entre a ocupação e uso do solo, mobilidade, infraestrutura e equipamentos públicos.
A proposta de redação integrada, com coberturas e atividades que juntem os diferentes anos do curso, tende a ser uma realidade cada vez mais presente na graduação em jornalismo da UEPG. As novas diretrizes de ensino em Jornalismo, que entraram em vigor em 2015, têm a integração como um de seus pontos-chave.
Para os alunos do primeiro e do segundo ano, a atividade tem maior importância por aproximá-los de uma realidade ainda pouco experimentada na vivência acadêmica. “Estou animada. Acho que as atividades integradas acrescentam muito ao currículo”, opina a estudante do primeiro ano, Marina Santos Daum.
A cobertura, feita durante cinco dias, foca a produção de texto, de imagem, de áudio e de vídeo. O conteúdo será publicado no Portal Periódico, plataforma criada no último ano, quando o curso realizou, durante dois dias e em três turnos, a prática da redação integrada.
Acompanhe a cobertura da 6ª Conferência da Cidade pelo Portal Periódico: http://periodico.jor.br/