Segundo mestrado acadêmico em Jornalismo do país passa por mudanças de gestão em ano de avaliação da CAPES

“Cinco minutos. E já vou explicar algumas coisas para otimizarmos o tempo”. Foi assim que o professor do Departamento de Jornalismo e coordenador do Programa de Pós-Graduação (mestrado) em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) começou a nossa entrevista. Sérgio Gadini coordena o programa desde 2012, quando o projeto da pós-graduação foi aceito, e encerra sua gestão com a vice, professora Paula Melani Rocha, em maio de 2016, último ano antes da avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que acontecerá em março de 2017.

Prático, sucinto, objetivo e adivinhando grande parte das perguntas que vinham pela frente, Gadini falou sobre os avanços do segundo mestrado acadêmico em Jornalismo do país, sua relação com a graduação, a pesquisa e a extensão, e os desafios que ainda precisam ser vencidos nos próximos anos.

Por que desenvolver um mestrado em Jornalismo na UEPG?

Gadini: Nosso objetivo era e ainda é desenvolver um programa integrado, que ajude a consolidar todas as áreas de ensino, como a graduação, a pesquisa e a extensão. Dessa forma, o mestrado é uma porta de entrada para diversos avanços envolvendo o curso de Jornalismo. Ter um programa de pós-graduação como o nosso em uma universidade pública é essencial para o crescimento da própria instituição a nível de editais e recursos em esfera regional e federal.

Sendo o segundo mestrado acadêmico em Jornalismo do Brasil, houve apoio da UEPG para consolidar o programa?

Gadini: As evoluções foram acontecendo aos poucos, mas aconteceram além do espaço físico, como a sala onde o mestrado está hoje. Se você for até a biblioteca, vai perceber que houve ampliação da seção de Jornalismo, não só quantitativamente, mas também qualitativamente. Outra conquista que só foi possível pelo programa de pós-graduação foi a sala telemidiática. Além disso, ainda há um compromisso da instituição em aumentar o quadro de professores efetivos e abrir um concurso ainda no meio deste ano.

O mestrado também trabalha com parcerias. Quais são e quão importantes elas foram para ampliar e consolidar o programa?

Gadini: Temos convênios com universidades da América Latina. Se você comparar o número de palestrantes estrangeiros que vinham palestrar ou dar cursos na UEPG antes de 2012 e agora, temos um aumento significativo. Também produzimos em coautoria com a Rede de Estudos e Pesquisas em Folkcomunicação (Rede Folkcom) e a Cátedra UNESCO/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional, a Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF). A partir desse ano, outra produção que passa a integrar nosso quadro de coautorias é a Revista Brasileira de História da Mídia (RBHM) em parceria com a Rede Alcar de História da Mídia. A revista Pauta Geral, de autoria própria do mestrado, fecha o nosso quadro. No momento temos sete bolsistas da CAPES e Fundação Araucária dando suporte às produções. Outra grande conquista foi o Fórum Paranaense de Pós-Graduação em Comunicação, que foi possível graças a parceria com outros três programas de instituições do estado: UEL, Tuiuti e UFPR.

 

Futuro

O ano de 2016 é um ano importante para o programa de mestrado em Jornalismo da UEPG. Além da eleição da nova diretoria, que está prevista para maio, esse é o ano que fecha o quadriênio de avaliação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) da CAPES. A mudança da avaliação de triênio para quadriênio aconteceu após decisão do Conselho Superior da CAPES em 2014. Em março de 2017 acontece a primeira avaliação no novo sistema, que vai analisar os dados e informações dos anos de 2013 a 2016.

Os indicadores da CAPES para atribuir a nota da pós-graduação (que vai de três a sete) vão desde as linhas de pesquisa, disciplinas e proposta do programa, até avaliação da produção, atuação e formação envolvendo o corpo docente. Com o fim da gestão, o coordenador Sérgio Gadini admite que ainda existem desafios envolvendo a docência, e que a integração dos professores e o envolvimento dos alunos pode ser uma saída.

Em março de 2017 acontece a avaliação da CAPES. Quais são as perspectivas?

Gadini: Desde sempre batalhamos para avançar e fortalecer o projeto de pós-graduação na UEPG. Agora em 2016, é visível que conseguimos. Todos os anos passamos um relatório de atividades do programa e eles contam pontos para a avaliação final. Ainda temos coisas para avançar, como a ampliação e consolidação do quadro docente, que é parte importante da avaliação, mas acredito que com o que já evoluímos, teremos um bom resultado.

Quais os desafios para os próximos anos e para a próxima gestão?

Gadini: Acredito que o principal desafio continua sendo a ampliação do quadro docente, pois é o principal indicador do programa. Além disso, precisamos continuar batalhando para integrar pesquisa, extensão e ensino. Integrar estas áreas é essencial pois a pesquisa é a grande aliada e acaba segurando o mestrado na medida em que ajuda os professores a aumentar o número de publicações e participações em eventos e envolve os alunos. 

 

Serviço

Os editais e informações sobre o mestrado em Jornalismo da UEPG estão disponíveis aqui 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar