“O poder não se dá apenas pela força, mas também pela comunicação” afirma a professora e doutora Elizabeth Bautista Flores, da Universidad Autónoma Ciudad Juarez (México), em palestra promovida pelo Mestrado em Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), sobre "O modelo semiótico nas analises discursivas dos Povos Indígenas do sul do México". A palestra ocorreu nesta quarta-feira, 11, às 9h, no pequeno auditório da UEPG, campus central.

Entre os temas discutidos em mais uma edição do “Diálogos de Pesquisa em Jornalismo”, Elizabeth relatou como os coletivos indígenas trabalham, sua a política de sustentabilidade e os esquemas de comercialização dos indígenas em relação ao café.

A pesquisadora ressalta que, antes de tudo,  é necessário a utilização da língua e comunicação,  além de caracterizar o jornalismo no México como complicado e que a TV pouco transformou a visão externa em relação aos povos indígenas.
 

“É importante conhecer a realidade de outro país para compreender, por comparações, a situação do Brasil”, relata o acadêmico de jornalismo da UEPG André Luiz.

A palestrante também enfatiza a pertinência dos estudos étnicos para os estudos culturais da comunicação, de como a antropologia está vinculada a comunicação e da oportunidade que se cria de contar a história de maneira diferente, no caso pelas memórias indígenas.

De acordo com a professora da graduação em jornalismo da UEPG, Marcia Boroski, o curso tem um perfil de pesquisa e interesses ligados à identidade social e, quando a Elizabeth retrata a trajetória de comunidades indígenas, ela traz um exemplo que se relaciona com esses interesses.

Gabriela Bulhões

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