No retorno às aulas após mais de um mês de greve, os professores do curso de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) organizaram três dias de discussões abertas com estudantes de todas as séries. Foram feitos esclarecimentos sobre a greve e a nova situação do curso. As plenárias ocorreram no período da manhã no Grande Auditório do Campus Central.

 

Os debates no primeiro dia, 16, tiveram a função de esclarecer quais os próximos passos em relação à greve e da participação dos alunos na cobertura e divulgação dos acontecimentos, utilizando o Portal Comunitário (projeto de extensão) e programas de rádio, por exemplo. Em seguida às falas dos professores, houve espaço para questionamentos e colocações, desenvolvendo mais ideias para a continuidade do ‘estado de greve’. Por mais que as aulas tenham voltado, as reivindicações de funcionários púbicos e estudantes continuam esperando a ação do Governo.

Depois dos debates, o Centro Acadêmico de Jornalismo João do Rio (Cajor) realizou Rádio Resistência e apresentou a Universidade, além de realizar sorteio de um ‘Kit Calouro’, ações referentes à recepção aos calouros. “Ajudou a ter uma noção do que é a Universidade, para não ficarmos perdidos”, conta a caloura, Gabriela Clair.

No dia seguinte, 17, a professora Cintia Xavier enfatizou a questão da autonomia universitária. “Universidade não é gasto e não pode ser uma ilha, precisa estar inserida socialmente”, argumenta. O problema ocorre do modo como a autonomia será implantada e como funcionará a distribuição da quantia de dinheiro para cada Universidade. “Não queremos uma autonomia financeira que nos deixe miseráveis”, afirma Cíntia. De acordo com Manoel Moabis, a autonomia apenas transferiria o dono do dinheiro, ou seja, o controle passa do governo para o reitor, o que não resolveria as ineficiências do ensino superior público.

As discussões do dia 18, último dia, giraram em torno da implementação da nova grade curricular e como poderia ser a transição dos currículos. Uma das ideias, por exemplo,seria usar as vantagens das produções do primeiro ano para abastecer o jornal laboratorial, Foca Livre, produzido pelos alunos do segundo ano. Houve espaço para cada ano expor questionamentos sobre os assuntos pautados. “A proposta da nossa turma é divulgar os projetos para que os calouros possam dialogar e praticar o que aprendem na sala de aula, aprendendo a dinâmica do jornalismo”, desenvolve o aluno do segundo ano, Lauro Alexandre.

Gabriela Bulhões, Thanile Ratti

 

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