Os professores do Departamento de Jornalismo, em reunião realizada em 23 de outubro, questionam os impactos do corte de 30%, decretado pelo Governo do Paraná (Richa, PSDB) em 20/10/2014. Os docentes de Jornalismo alertam que as medidas inviabilizam a realização das atividades rotineiras nas Instituições de Ensino Superior do Estado, em especial na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Os cortes, sobretudo de recursos de custeio, acentuam um processo de fragilização da universidade pública paranaense.

 

A administração da UEPG determinou redução nos deslocamentos, o uso de carros, as horas extras, compra e repasse de material de consumo, apoio a eventos (em especial via Fundação Araucária), sem contar a impossibilidade de envio de documentos por serviço de sedex pelos Correios.

No caso específico da Fundação Araucária os cortes para realização de eventos e atividades científicas vem ocorrendo ao longo dos últimos três anos, e se agravaram em 2014, quando muitos eventos foram realizados (inclusive a Semana de Comunicação de 2014) ou deixaram de acontecer pela falta do recurso.

Na avaliação dos docentes, o atual governo do Estado toma as Instituições de Ensino Superior como gasto e não como investimento e estratégia de desenvolvimento social, melhorando a qualificação e inserção no mundo do trabalho, quer no desenvolvimento científico, a partir da realização de pesquisas, especialmente com a pós-graduação.

Assim, os professores do Departamento de Jornalismo lamentam a decisão política do Governo Estadual e aguardam, para os próximos dias, que tais cortes nos gastos sejam imediatamente revistos para que as atividades (de ensino, pesquisa, extensão e pós-graduação) nas IEES sejam minimamente garantidas e evitem maiores impactos e prejuízos aos mais de 120 mil estudantes e cerca de 20 mil servidores e docentes que atuam nas Universidades Públicas do Paraná.

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