euclides da cunha

No último dia 21 de setembro, o pequeno auditório do campus central da UEPG recebeu o evento Diálogos, no qual foi debatida a contribuição da obra de Euclides da Cunha, principalmente Os Sertões, para três áreas do conhecimento.


A mestranda em História Letícia Leal, propôs uma análise historiográfica d’Os Sertões. O escritor Miguel Sanches Neto apresentou aspectos da força narrativa do conflito de Canudos. E, por fim, Rafael Schoenherr, professor do curso de Jornalismo, trouxe uma leitura da contribuição de Euclides da Cunha enquanto repórter da guerra ocorrida no interior baiano, em 1896.

A mesa temática, mediada por Helton Costa, coordenador do curso de Jornalismo da Secal, destacou Os Sertões como uma importante leitura do interior do Brasil, obtida de maneira realista, no calor do momento, do confronto no qual os militares republicanos derrotaram o grupo liderado por Antonio Conselheiro.

O massacre de Canudos, tido como o primeiro evento midiático da história nacional, recebeu cobertura em campo do itinerante Euclides, enviado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Euclides da Cunha trouxe contribuições importantes ao Jornalismo, aproximou reportagem e ciência, relatou visões pessoais e buscou um “Brasil profundo”, distante de qualquer característica urbana, em que a descrição do trajeto era tão importante quanto o roteiro de viagem pelo interior. Caminho que proporcionava encontros com um país desconhecido pelas páginas dos jornais e que se transformou num épico da literatura brasileira.

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