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 Sofia Cavalcanti, Denise Cogo, Mestre de Cerimônia , Mauri Konig, Ana Regina Rêgo, no painel Mídia e processos migratórios: experências e representações Foto: João Guilherme de Castro

 

O último painel do 6° Alcar Sul debateu o valor que o jornalismo atribui aos movimentos migratórios. Os integrantes destacaram ainda aspectos ligados ao contexto sócio-econômico e à representação dos imigrantes na mídia. A violação, por parte de fotojornalistas, do direito de imagem de imigrantes foi tratada pela palestrante Denise Cogo (ESPM).


Ao destacar a visibilidade dada pela imprensa à onda de migração de haitianos para o Brasil, em 2010, a pesquisadora mostrou os equívocos cometidos pela mídia. Para Cogo, entre eles está o argumento de que todos vieram em decorrência do terremoto no Haiti. Estudo sobre o tema revela, no entanto, que os imigrantes se estabeleceram, no país, por vários fatores e antes mesmo dessa data.

A xenofobia, que a mídia reproduz, foi ressaltada pelo jornalista Mauri König (Uninter). Para ele, é importante que o jornalismo se baseie em regras metodológicas ainda que a prática não seja a mesma da realizada no campo da ciência.

König apresentou dados referentes ao trabalho que desenvolveu sobre a migração islã que teve como destino, nas últimas décadas, 24 cidades paranaenses. Muitos imigrantes acabam sendo contratados para o trabalho de abate halal cuja carne é destinada à exportação. Sua pesquisa indicou que não existem iniciativas para inserir e integrar imigrantes islâmicos na cultura das cidades onde eles residem.

A palestrante Ana Regina Rêgo (UFPI) apresentou reflexões sobre o documentário “O sal da terra” (2014) de Sebastião Salgado, que retrata a realidade de refugiados. "O Salgado busca o olhar estético. Ele quer retratar a tristeza, mas também a beleza em sua fotografia", avalia a pesquisadora que defende a função testemunhal do documentário.

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